PIRACICABA, SEXTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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Cássio Paschoal Padovani



Cássio Paschoal Padovani
Piracicaba
Advogado/Comerciante/Contabilista
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07/03/1972

	Nascido em Piracicaba. Falecido em São Paulo, SP, no dia 07.03.1972. Político, advogado, comerciante e contabilista. 

	Cássio Paschoal Padovani foi uma das respeitáveis personalidades públicas de Piracicaba. Sua trajetória, mais do que política, foi de serviços à comunidade, sendo marcante a sua passagem por cargos e instituições, entre as quais a presidência da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba e a Cipatel (Companhia Telefônica Piracicabana), considerada, quando de sua instalação, uma das mais organizadas do País.

	De origens modestas, pertencente à família tradicionalmente ligada à panificação na cidade, gozava de gerais estima e consideração entre seus conterrâneos como cidadão honrado, franco, determinado e trabalhador infatigável. Em fins do século 19, os Padovani, Italianos, já faziam parte da comunidade local: o nome de Aldo Padovani consta do Livro Protocolo da Sociedade Italiana de Mútuo Socorro referente ao ano de 1899 e o de Arnaldo Padovani está no Livro Caixa da mesma sociedade, relativo ao ano de 1900 (Alleoni, 2003). 

	Cássio Paschoal Padovani foi padeiro na juventude, no estabelecimento comercial mantido pela família. Seu nome figura como sócio de Arthur Padovani na firma Padovani & Cia., proprietária da padaria à rua do Rosário, n°70, com capital de 30:000$000, registrada no comércio local a 01.01.1939, segundo o livro de registros de sócios do Sindicato do Comércio Varejista de Piracicaba (Guidotti, 2002). 

	Os amigos referiam-se carinhosamente à ele como o “calabrês”. A cidade o elegeu como vice-prefeito em 1968, juntamente com o prefeito Francisco Salgot Castillon (v.) candidatos da Arena. Em decorrência da cassação deste último, ocorrida a 16.10.1969, Padovani assumiu o cargo de prefeito quatro dias depois. Presidia, nessa ocasião, a companhia telefônica de Piracicaba, Cipatel (Companhia Piracicaba de Telecomunicações) que, após sua saída passou a ser presidida por Felisberto Pinto Monteiro. Padovani ocupou outros cargos importantes, entre os quais o do quinto presidente (1948-51) da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Piracicaba. 

	Sua operosidade à frente da Prefeitura é atestada por numerosas realizações, notadamente na periferia e na zona rural, em meio à turbulência que afetava as vidas políticas local e nacional. 

	“Construíram-se Avenida Alberto Volet Sachs, o Centro Comunitário de Tanquinho, os grupos escolares de Ártemis e o ‘Valentim Amaral’ no Jardim Primavera; cobriu-se o Itapeva em seu final, abaixo do Clube de Campo; asfaltaram-se bairros inteiros; completou-se e criou-se o serviço de águas em Saltinho, canalizou-se a água para o Matadouro; construíram-se poços artesianos nos distritos, redes de água no Jaraguá, campos de futebol nos bairros, cobriu-se o Teatro Municipal; reformou-se o Ginásio de Esportes; prosseguiu-se nas obras do novo prédio da Câmara Municipal;  afastou-se a estrada do Aeroporto até o Monte Alegre; tiraram-se os trilhos dos bondes, já desativados, e asfaltaram-se as ruas e avenidas, entre as quais a conclusão da Avenida Luciano Guidotti, a Avenida 9 de Julho, as ruas do Jardim Primavera; criaram-se escolas públicas, com seus respectivos prédios, nos bairros Bela Vista, Jiboia, Vila Nova, Pau D´Alho, Ártemis, Ibitiruna, Vila Nova etc. Era uma atividade febril, em meio a graves conflitos políticos, em que se destacava a figura de Lázaro Capellari (v.) secretário de obras e assistente imediato do Prefeito, como Cássio Padovani fazia questão de frisar, prestigiando o seu mais poderoso colaborador”.

	Elias Netto (1922), que sintetiza dessa forma as realizações de Padovani como prefeito, acrescenta que “foi, ainda, na administração der Cássio Paschoal Padovani que começou a se ventilar a possibilidade da vinda da Caterpillar para Piracicaba” e a amadurecer a ideia da construção de um Distrito Industrial em Piracicaba. 

	Os exames médicos a que se submeteu no começo de março de 1972, realizados pelo dr. Zerbini e sua equipe, acusaram obstrução das coronárias e aneurisma ventricular. Submetido a cirurgia, a despeito do êxito desta, Padovani não resistiu, na fase pós-operatória. Faleceu no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo. 


Fonte: Site -IHGP/ A provincia/ Ficha Individual do Vereador RH