PIRACICABA, QUARTA-FEIRA, 23 DE AGOSTO DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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Dovilio Ometto



Dovilio Ometto
Piracicaba
Engenheiro Agrônomo
14/07/1918
29/08/2007

	Nascido em Piracicaba em 14/07/1918 e falecido em São Paulo em 29/08/2077. Casado 1ª núpcias com Ada Dedini Ometto, filha de Mário Dedini e Mariana Corrente Dedini. Filhos: Mario, Claudia, Kuliana. Casado 2ª núpcias com Carmen Eugenie Ometto, viúva de Ibrahim Daibes. Empresário, usineiro, engenheiro agrônomo e esportista, filho de Pedro Ometto e Narciza Chessini. Formou-se pela ESALQ em 1941. 

	Seu primeiro e único emprego foi na Dedini, desde o ano seguinte ao da formatura, como assessor de Mário Dedini em projetos e empreendimentos, notadamente na siderurgia. Desempenhou varias outras funções na empresa. Casado com Ada, uma das duas filhas de Mario, em 1970 tornou-se líder e sucessor deste e passou a ser o principal articulador do grupo empresaria Dedini. Dedicado ao grupo por mais de 65 anos, dizia que tinha muitos motivos para se orgulhar disso: “a própria historia da Dedini, que eu vivi e participei ativamente, as grandes realizações que a Dedini fez e faz em vários segmentos, as inovações tecnológicas que a Dedini desenvolve, a tradição que a Dedini tem no mercado, nosso pessoal e seu crescimento e o “espírito dediniano”, que possuem todos aqueles que trabalharam e contribuíram com a Dedini em sua longa história”. 

	A despeito da idade avançada, trabalhava dez horas por dia, ou mais. A longa e fecunda historia das suas iniciativas e realizações inclui a criação do processo conhecido como DHR, Dedini Hidrólise Rápida, que em poucos minutos converte o bagaço de cana, por meio de hidrólise ácida, em material para produção de álcool. Teve a satisfação de ver coroados de êxito os seus esforços em relação ao DHR, com a assinatura de convenio entre a Fundação de Amparo a pesquisa do estado de São Paulo e a Dedini, par AA construção de instalação destinada a pesquisas cientificas e tecnológicas com o propósito de otimizar o processo criado por ele. 

	De acordo com Ancona, com o mesmo entusiasmo pela vida, Dovilio “deu sentido e significado a cana de açúcar como matéria prima para a produção do álcool combustível. Foi um dos lutadores pelo Proálcool, na década de 70... e deu continuidade ao projeto, investindo fortemente na expressão das empresas Dedini”. 

	Alvo de expressivas homenagens e honrarias, elegeram-no em 2006 o líder empresarial do ano do setor de bens de capital pelo Fórum de Líderes do Jornal “Gazeta Mercantil” e o governo do Estado de São Paulo outorgou-lhe a Medalha dos Bandeirantes.

 “Ele fazia as coisas acontecerem. Era um homem visionário e de uma capacidade de trabalho extraordinária. Tinha otimismo o tempo todo, acho que até dormindo ele era otimista!” 
(Mário Dresselr Dedini). 

	"Para mim é uma tristeza grande, porque me apoiou no começo da carreira e era uma referencia” 
(Rubens Silveira Mello).  

	“Era um homem de uma sabedoria, uma competência e uma generosidade incomparável. Deixa para posteridade um exemplo de dignidade de vida” 
(Jairo R. Mattos).

 “É uma referencia de Piracicaba não apenas econômica mas humana. A contribuição dele para o progresso da cidade é fantástica. Era formado pela ESALQ e foi a pessoa mais vezes escolhida para paraninfo”
 (Antonio Roque Duche, diretor da ESALQ). 

“Era, acima de tudo, um ético... Dovilio não era homem de fazer as coisas na moita, na calada da noite. Dovilio fazia tudo as claras, era transparente”
(Olênio Saconi). 

“Doviliio ajudou o país. Ofereceu uma imensa contribuição ao povo brasileiro: ajudou o Brasil a construir seu futuro, nos caminhos da tecnologia” 
(A.C.M Thame).