PIRACICABA, QUINTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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Francisco A. de Almeida Morato



Francisco A. de Almeida Morato
Piracicaba
Advogado
17/10/1868
21/05/1948

	Nascido em Piracicaba em 17/10/1868, falecido em São Paulo em 21/05/1948. Casado com Maria da Conceição de Almeida Morato, filha de Francisco José da Conceição, Barão de Serranegra, Jurisconsulto, político ilustre e professor, foi advogado, vereador, inspetor escolar e promotor publico em Piracicaba. 

	Foi aluno do Colégio Moretzshon, prestou exames no curso anexo a faculdade de direito de São Paulo e formou-se por esta ultima em 1888. Passou a exercer advocacia em sua cidade natal com escritório no Largo da Matriz juntamente com Paulo Pinto de Almeida, fundou em 1899 o Banco Industria e Comercio de Piracicaba. Em 1907, por ocasião da fundação do Clube de Regatas de Piracicaba, formado principalmente pelos estudantes da Escola Agrícola, ganhou a eleição para presidente do clube. A 15/08/1909 elegeram-no provedor da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba, permanecendo no cargo até meados de 1910. 

	Mudou-se para a capital do estado, tornando-se advogado do escritório de Estevão de Almeida, pai do poeta Guilherme de Almeida. Fez parte do grupo de fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil e eleito seu primeiro presidente, permaneceu no cargo de 1916 a 1922 e de 1925 a 1927. Em fins de 1918, aprovado em concurso, passou a ser professor da Faculdade de Direito e recebeu o grau de doutor, assumindo a 02/10/1922 a cátedra de pratica do processo civil e comercial. Fundador do Partido Democrático e eleito presidente deste, tornou-se deputado federal em 1927. Foi quem teve a iniciativa de formar a Aliança Liberal, que originou o Movimento Revolucionário de 1930, com a deposição do presidente Washington Luis e a ascensão de Getulio Vargas ao poder, a 03/11/1930. 

	Liderados por Francisco Morato, os democratas esperavam assumir  a direção política de São Paulo logo após a conquista varguista da presidência. Vargas, no entanto, frustrou essa expectativa, impondo ao país um regime autoritário. Excluiu os democratas de todos os cargos importantes e nomeou um pernambucano para a interventoria paulista. Morato passou, então, a ser um dos organizadores da Frente Única, com atuação decisiva na eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932. Morato participou ativamente desta. Esteve preso e viveu exilado na França e em Portugual, em 1932-33. 

	Na questão dos limites entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, atuou como arbitro e delegado paulista. Recebeu da faculdade de direito do Largo de São Francisco o titulo de professor emérito o primeiro a ser concedido pela faculdade, e durante três anos foi seu diretor. Recusou a presidência do Estado, mas na interventoria de Macedo Soares aceitou o cargo de Secretário estadual da justiça e negócios do interior. Presidiu o Tribunal de ética profissional, recebeu o titulo de membro honorário da Ordem dos advogados do Brasil. 

“Admirado pelos seus adversários, político graças a sua inteligência e saber... um dos mais lídimos expoentes da cultura jurídica do Brasil e brilhante professor catedrático”.
 (J.M. Moraes). 

“Um grande jurista. Mestre entre os mestres” .
(Vicente Rao). 

“Seus pareceres, publicados na Revista Tribunais..., escritos em português castiço, são brilhantes lições de direito... a palavra burilada e a elegância do mestres, a energia e eloquência, iluminavam a cátedra... Soube ensinar, erudito e claro, honrado sobremaneira sua terra e sua gente”
 (A. Fleury). 

	Na Vila Rezende há uma avenida Dr. Morato e na Vila Areão existe uma travessa Morato.