PIRACICABA, QUARTA-FEIRA, 24 DE MAIO DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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Manoel de Morais Barros



Manoel de Morais Barros
Itu
Advogado/Agricultor
01/05/1836
20/12/1902

	Advogado, agricultor, político, deputado e senador. Nascido em Itu em 01/05/1836 e falecido no Rio de Janeiro 20/12/1902. Filho de José Marcelino de Barros e Catarina Maria de Moraes. Irmão de Prudente José de Moraes Barros, foi um doas grandes vultos do passado político e administrativo piracicabano. 

	Casado com Maria Inês de Moraes Barros, filhos: Ana Maria, Paulo, Nicolau, Antonio, Elisa, Jorge, Leonor, Pedro, Lucia. Estudou na Capital Paulista no Colégio de Manuel Estanilau Delgado e cursou a seguir a academia de direito, tornando-se bacharel em direito em 1857. 

	Nomeado promotor publico de Piracicaba logo após sua formatura, foi juiz 	municipal de 1860-1864 e a seguir passou a advogar. Publicado o manifesto quinze amigos um manifesto de solidariedade, influencia foi decisiva para a criação do Partido Republicano de Piracicaba. Compareceu como delegado do partido à famosa convenção de Itu. Em 1881 hospedou em sua residência a educadora norte americana Martha Watts e a companheira dessa, Mrs. Kroger, vindas a Piracicaba com o propósito da fundação de uma escola, o Colégio Piracicabano. 

	Elegeram-no para a Assembléia Provincial, no biênio de 1884-85. Vereador da Câmara Municipal local, foi seu presidente, tendo liderado nos anos 80 a luta pela construção do mercado municipal. Fez parte do triunvirato que, juntamente com Luiz Vicente de Souza Queiroz e Paulo Pinto de Almeida, assumiu provisoriamente em novembro de 1889, sob aclamação popular, o governo municipal. Formou em Piracicaba sua fazenda de café no pau D´alho. 

	Em 1890 foi eleito deputado a Constituinte da Republica e deputado no congresso nacional nas suas duas primeiras legislaturas ordinárias de 1891 a 1896, cabendo-lhe a presidência da primeira Câmara legislativa da união, após a constituinte. Exerceu em Piracicaba numerosos cargos, entre os quais de juiz de paz, delegado de policia, inspetor da instrução publica e membro do conselho superior desta. Em 1895 foi eleito senador federal na vaga de seu irmão, então empossado como presidente da republica, permanecendo durante 7 anos no senado, até a morte, ocorrida em 1902. 
	
	Dizem bem do seu espírito publico o generoso auxilio que fez para a compra do edifício da Sociedade Propagadora da Instrução, que abrigou a Escola Complementar de Piracicaba, origem da escola normal oficial, e o donativo que ofereceu para a construção do grupo escolar que tem seu nome. Está sepultado em Piracicaba, no Cemitério da Saudade, ao lado de Prudente de Moraes. “Foi de dedicação sem limites à terra de sua opção”
 (Guerrini, 1970). 

“Se fosse um exemplar chefe de família, como político a sua vida foi um nobre exemplo de dedicação a causa publica... foi um dos puros republicanos históricos, um dos convencionais de Itu, um dos valentes propagandistas que tão largas brechas souberam abrir nas velhas instituições monárquicas”
 (Capri, 1914). 

	É patrono do Grupo Escolar Moraes Barros, posteriormente Escola Estadual Moraes Barros.