PIRACICABA, DOMINGO, 30 DE ABRIL DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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Paulo de Moraes Barros



Paulo de Moraes Barros
Piracicaba
Médico
16/07/1866
16/12/1940

	Nascido em Piracicaba em 16/07/1866 e falecido em São Paulo em 16/12/1940. Médico, político, agricultor, senador, ministro. 1ª Núpcias com Elisa de Salles, falecida em Berlim em 1911, filhos: Cora, Helena e Paulo. 2ª Núpcias com Maria Luiza Quirino dos Santos. Era filho do senador Manoel de Moraes Barros e Maria Inês da Silva Gordo de Moraes Barros e sobrinho de Prudente de Moraes.

	Formou-se em 1888 pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro e no ano seguinte voltou a Piracicaba, instalando consultório a rua São José. Vereador, foi presidente da Câmara em varias legislaturas e exerceu o cargo do inspetor sanitário, liderando o combate as epidemias. Fez parte do corpo clinico da Santa Casa de Misericórdia local e participou como membro da Irmandade desta.

	Exerceu vários postos elevados no governo do Estado e Federal. Foi intendente municipal em Piracicaba e chefiou o partido republicano da cidade. Em 1905-06 permaneceu na Europa em companhia da esposa, gravemente enferma. No segundo governo paulista de Rodrigues Alves, foi secretario da agricultura do estado. Esteve no oriente em fins de 1916 e representou o Brasil no congresso Algodoeiro de Viena e no congresso de Emigração em Roma. 

	De maio de 1924 a janeiro do ano seguinte, permaneceu no Egito, para estudos sobre produção do algodão, a serviço do Ministério da Agricultura. Um dos fundadores do Partido Democrático, foi deputado federal em 1909-11 e 1927-29, senador, ministro da agricultura, ministro do Estado da viação e obras publicas e secretario da fazenda de São Paulo. A fazenda Pau D´alho, de sua propriedade, acolheu como trabalhadores os primeiros imigrantes japoneses em Piracicaba, a 07/09/1918. 

	Participou da Revolução Constitucionalista de 1932. Como administrador de grandes empresas, esteve a frente da Moraes Barros e Irmãos, Companhia Cafeeira de Rio Feio e Tecelagem Paraíba. Cambiaghi registra que pertenceu ao doutor Paulo o primeiro automóvel a circular em Piracicaba. Tendo falecido em São Paulo, seu corpo foi transportado para sua cidade natal e sepultado no cemitério da saudade. 

	Em sua homenagem há uma avenida com seu nome na Paulista.