PIRACICABA, DOMINGO, 25 DE JUNHO DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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Pedro Krahenbuhl



Pedro Krahenbuhl
Piracicaba
Jornalista
14/09/1887
16/06/1967

	Nascido em Piracicaba em 14/09/1887 e falecido em Piracicaba em 16/06/1967. Neto do primeiro Krahenbuhl que veio da Suíça para Piracicaba, era filho de João e Bertha Muller Krahenbuhl. Casado com Adelaide de Almeida Morato, sobrinha de Francisco Morato. Fez seu curso primário em Piracicaba e prosseguiu nos estudos no Colégio Granbery de Juiz de Fora, MG. 

	Em 1914 diplomou-se pela faculdade de direito da capital paulista. Jornalista precoce, colaborou na mocidade em jornais e revistas estudantis. Desde 1907 passou a publicar artigos no Jornal de Piracicaba, usando o pseudônimo de Helio Florival. Dirigiu em São Paulo o Caráter, órgão da Associação Cristã de Moços, e fez parte do quadro de redatores efetivos da revista. A rosa, de João Guglielmo Neto. Destacou-se na imprensa como cronista, poeta e charadista, tendo publicado um Dicionário de charadas. 

	Após formar-se em direito, regressou a Piracicaba e passou a advogar. Juntamente com João Franco de Oliveira, seu amigo e Manoel Prates, proprietário do Jornal de Piracicaba. Krahenbuhl passou a ser o redator em agosto de 1929. No jornal contou com a colaboração de seu primo Pedro Crem Filho e manteve varias colunas, valendo se de pseudônimo como Hélio Florival, Chico Feio, João da Rua e O homem que acha tudo de ruim. 

	“Era apreciadíssimo pelo cunho popular que sabia imprimir aos seus escritos... fazia as delicias dos leitores e leitoras, com produções dialogadas e as vezes não eram só diálogos, mas verdadeiros colóquios em que intervinham muito mais de duas pessoas. Escolhia, para as suas interlocutoras, nomes de sabor arcaico... e dava um sabor jocoso a bisbilhotice das comadres”. 

	A fonte citada refere-se a grande popularidade e de bastante estima desfrutadas por Krahenbuhl, “homem sem empáfia, sem orgulho e sem maldade. Vitima, como seu primo Pedro Crem Filho, das truculências de políticos situacionistas, por vezes invejosos da popularidade e do prestigio de que gozava, ambos foram presos e remetidos para São Paulo em infeta gôndola de transporte de gado por trem. 

	Os piracicabanos o desageravaram, elegendo-o deputado pelo 8º distrito, com sede em Piracicaba. Representou Piracicaba em duas legislaturas na Câmara dos Deputados, sendo muito benquisto por seus pares. Foi também vereador e presidente da Câmara Municipal de Piracicaba. Atuou como professor e diretor técnico da faculdade de direito de Piracicaba, criada em 1933. 

	Pertenceu a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia local, sendo admitido durante a provedoria de Oscarlino Dias e como 2º secretario fez parte de sua diretoria, eleita em 1952, sob a presidência de Nelson Meirelles